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TESTES
DE TOLERÂNCIA AO CALOR
" Teste de Tolerância
ao Calor em novilhos
Nelore e Marchigiana" - 1.994
TITTO,E.A.L.
1, VELLOSO,L. 1, ZANETTI,M.A. 1,
CRESTA,A.2,
TOLEDO,L.R.A. 1, MARTINS,J.H. 1
1. Faculdade de Zootecnia
e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo.
2. Associação
Brasileira dos Criadores de Marchigiana
O teste de Tolerância
ao Calor de BACCARI JÚNIOR, foi aplicado à 20 novilhos das
raças Nelore e Marchigiana e apresentou resultados excelentes para
a raça Italiana, no que diz respeito à sua resistência
ao trópico.
O Teste consistiu da avaliação
de uma primeira medida da temperatura retal tomada dos animais em
repouso à sombra e após a exposição ao sol
por 1 hora. As diferenças entre as temperaturas retais resultam
num índice de 0 à 10 (ITC), que quanto mais próxima
de 10 indica maior capacidade de perder o calor adquirido do sol.
Os resultados revelaram
que os bovinos da raça Marchigiana, apesar de apresentarem temperaturas
corporais mais altas que os zebuínos Nelore, em decorrência
de seu nível metabólico mais alto, são muito
tolerantes ao calor tropical.
Tabela 1. Condições climáticas médias
durante o teste a campo
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Variáveis
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Temperatura máxima do ar
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30.25°C
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Temperatura mínima do ar
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19.30°C
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Temperatura de globo negro
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49.55°C
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Umidade relativa ar
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54.05%
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Índice de temperatura e umidade
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79.20
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Tabela 2. Índices de Tolerância
ao Calor
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Raça
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ITC
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Nelore
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9.87c ± 0.03
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|
Marchigiana
|
9.51c ± 0.07
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" Estudo da Tolerância
ao Calor em tourinhos das raças Marchigiana, Nelore e Simental "
- 1.998
TITTO,E.A.L.1,
PEREIRA,A.M.F.2, PASSINI,R.1,
BALIEIRO
NETO,G.1, FAGUNDES,A.C.A.3, LIMA,C.G.1
1. Faculdade de Zootecnia
e Engenharia de Alimentos da Universidade de São Paulo.
2. Universidade de Évora,
Portugal.
3. Faculdade de Medicina
Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo.
Este Teste foi conduzido
com 36 tourinhos das raças Marchigiana, Nelore e Simental, no período
de dezembro de 97 à janeiro de 98.
No teste de Baccari Jr.,
à campo, submetendo os animais à sombra, ao sol e à
sombra, em condições de verão, que podem ser observadas
na Tabela 1, os índices de tolerância ao calor foram crescentes,
da Raça Simental para a Nelore, conforme mostrados na Tabela 2.
Tabela 1. Condições climáticas médias
durante o teste de campo.
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Variáveis
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Temperatura máxima do ar
|
31.60°C
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Temperatura mínima do ar
|
24.80°C
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Temperatura de globo negro
|
51.10°C
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Umidade relativa do ar
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50.40%
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Índice de temperatura e umidade
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87.00
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Tabela 2. Índices de Tolerância
ao Calor
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Raça
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ITC
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Nelore
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9.85
±
0.02
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Marchigiana
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9.52
±
0.05
|
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Simental
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8.78
±
0.06
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Estes resultados confirmam
os índices obtidos em 1994 e mostram que a raça Marchigiana
suporta muito bem o sol de verão.
Durante os testes na Câmara
Bioclimática, também se manteve a mesma ordem de tolerância
ao calor, confirmando que o Teste de Baccari Jr. é bastante adequado
para esta avaliação. Nesta fase, os animais foram alojados
em gaiola metabólicas, em ambiente controlado, para acompanhamento
da variação de sua temperatura retal, temperatura de superfície
corporal, freqüência respiratória, taxa de sudação,
ingestão de água, além de análises da concentração
sangüínea de hormônios tireoidianos e proteínas
de choque térmico.
Observou-se que a temperatura
retal teve um aumento, do período matinal para tarde, foi sempre
mais alta nos animais de maior potencial de crescimento. A freqüência
respiratória aumentou nas três raças, nas horas mais
quentes, sem grandes diferenças entre as raças, não
tendo atingido níveis fisiologicamente comprometedores. A produção
de suor, nos animais Marchigiana e Simental, foi menor que nos tourinhos
Nelore, porém satisfatória para dissipar o calor e manter
a freqüência respiratória não muito alta. Outra
observação foi a de que animais da raça Nelore apresentam
maior temperatura na superfície corporal (pele), demonstrando sua
menor retenção de calor. As análises de composição
do sangue ainda estão sendo feitas.
Segundo o Prof. Dr. Evaldo
A. L. Titto, responsável pelo projeto, este teste será aplicado
à outras raças européias de corte, de importância
na pecuária brasileira, visando estabelecer uma escala que auxilie
a escolha de raças para cruzamentos nas regiões mais quentes
do País.
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